Estiagem se intensifica em fevereiro no estado de Santa Catarina
Monitoramento
O mês de fevereiro ficou com taxas de chuva próximas da média histórica, em comparação com os meses anteriores, mas, ainda assim, abaixo do esperado. O diagnóstico é do Boletim Hidrometeorológico Integrado, publicado nesta terça (8).
A tendência é que as áreas afetadas pela estiagem, como o Oeste catarinense, sejam as regiões mais afetadas. O estado registrou precipitação entre 50 e 150 mm em fevereiro
Os maiores valores foram observados no Extremo Oeste, onde praticamente metade da região apresentou precipitação entre 150 e 200 mm. As anomalias negativas mais intensas ocorreram na faixa leste de SC, englobando o Litoral Norte, Vale do Itajaí, Grande Florianópolis e Litoral Sul. Nessa área a chuva registrada ficou entre 120 e 240 mm abaixo do esperado.
A previsão para o trimestre entre março e maio de 2022, de uma forma geral, é de que a chuva permaneça abaixo da média em Santa Catarina, com chuva mais frequente na primeira quinzena de março no Centro e Leste.
A estiagem que atinge o estado, de acordo com o Índice Integrado de Seca (IIS), indica que, dos 295 municípios, seis estão em condição normal diante da estiagem, 18 enfrentam seca fraca, 70 seca moderada, 129 estão em condição de seca severa, 70 tem registro de seca extrema e dois apresentaram índice de seca excepcional. O índice leva em consideração tanto as condições dos rios, a água disponível no solo e o efeito da falta de chuva na vegetação.
Na última última edição do Boletim, publicado em 18 de fevereiro, foram 33 os classificados em seca extrema. Nenhum município havia atingido o nível de seca excepcional no documento anterior.
Longa duração
A estiagem já se estende por quase três anos em Santa Catarina. “Dado esse contexto, estamos trabalhando em ações de curto, médio e longo prazo”, explica o secretário executivo do Meio Ambiente, Leonardo Porto Ferreira. “Na Sema, temos trabalhado junto aos Comitês de Bacias Hidrográficas para fomentar ações de conscientização acerca da necessidade de regularização dos usuários de recursos hídricos, preservação de nascentes e elaboração de Planos de Recursos Hídricos para todas as Bacias Hidrográficas do Estado”, lembrou.
Em relação ao abastecimento urbano, 244 municípios atualizaram a situação junto às agências reguladoras e consórcios intermunicipais. Desses, 149 estão com o abastecimento normal, 58 estão em estado de atenção, 23 em alerta e 14 em estado crítico. Isso representa um acréscimo no número de municípios que tiveram o abastecimento urbano afetado, de alguma forma, pela seca, embora o número de cidades em situação crítica tenha reduzido um pouco. Em 18 de fevereiro, dos 159 municípios que haviam atualizado os dados, 157 estavam em situação normal, 75 em atenção, nove em alerta e 18 em estado crítico.